Wednesday, December 21, 2011
Revolta
Tem gente que já está de saco cheio de ouvir falar do assassinato do yorkshire, que deveríamos nos mobilizar contra a corrupção, contra os políticos, contra coisas grandes. Tem tempo que digo que estamos vivendo um tempo que falta quem fale alguma coisa. Quais são as bandas que representam esta geração? Restart, entre outras, que não têm o apelo de bandas como Legião Urbana, Cazuza, Capital Inicial, entre outras, que falavam coisas como: Que país é este?, Brasil, Fátima. Em termos de arte, nós perdemos identidade, cultura, capacidade de crítica. Creio ser positivo que seres humanos se revoltem com alguma coisa em um mundo em que estamos tão anestesiados com tudo. Se eu pudesse, sim, eu me revoltaria com os corruptos, com esta coisa toda. Pense na letra de "Que país é este?"
Nas favelas, no Senado/Sujeira pra todo lado/Ninguém respeita a Constituição/Mas todos acreditam no futuro da nação/Refrão/No Amazonas, no Araguaia iá, iá,/Na baixada fluminense/Mato grosso, Minas Gerais e no
Nordeste tudo em paz/Na morte o meu descanso, mas o/Sangue anda solto/Manchando os papeis e documentos fieis/Ao descanso do patrão/Refrão/Terceiro mundo, se foi/Piada no exterior/Mas o Brasil vai fica rico/Vamos faturar um milhão/Quando vendermos todas as almas/Dos nossos indios num leilão/Refrão
ESta música foi sucesso em meados da década de 80 e foi escrita por Renato Russo em 1978. Estamos em 2011 e ainda é tão sucesso quanto antes se formos pensar a respeito. O mesmo ocorre com a música de Cazuza, Brasil. Desde então, o que mudou? A corrupção está maior que nunca. Que tal mudarmos o modo de votar? Lembrar quem são os deputados que votam em projetos que desacreditamos. Por exemplo, a lei do Ato Médico, que vai fazer com que todas as outras áreas da saúde dependam de um laudo médico, ou seja, se eu estiver passando por um luto, terei que passar por um médico para ele me dizer: Sim, minha filha, você realmente precisa de um psicólogo. Tem alguém gritando por isso? Tem alguém organizando petição? Acredite, eu seria uma que assinaria uma petição destas com muito gosto.
Acredito que as pessoas se manifestaram porque elas viram a possibilidade de fazer alguma coisa, de poder colocar o poder da massa diante de uma injustiça ou é correto deixar que uma criatura minúscula como aquele cão sofra daquela forma? Pior ainda, a agressão foi feita diante de uma criança de 3 anos. Sim, nós temos capacidade de ter memória desta idade, pode ficar no inconsciente e um gatilho, quando adulto, pode fazer com que este trauma volte ou, pior, esta criança pode se tornar tão cruel quanto a mãe. Então, sim, é importante enquanto sociedade que discutamos este tipo de situação, que exijamos justiça porque quando nos calarmos, nós, como seres humanos, deveremos ser extintos. Quando não restar mais nada em nossa alma é quando deixaremos de ser humanos. Espero que com uma ação como esta possamos chegar ao ponto de protestar veementemente contra todas as outras injustiças existentes. Se podemos fazer isso com coisas pequenas, imagine o que podemos fazer com as grandiosas!
Thursday, November 24, 2011
A mudança, não precisa de muito
Sempre considerei a internet um meio de comunicação mágico e fantástico. Mágico porque posso me comunicar com alguém do outro lado do mundo ao clique de um botão e mágico por me apresentar arte: quadros, música, poesia e tantas outras coisas. Já experimentei emoções diversas neste mundo cibernético. As informações mudaram de mãos. Durante a Guerra do Iraque, muitas informações foram obtidas pelos blogs, que tinham mais liberdade de falar livremente diante de uma imprensa presa ao governo. Isso sempre me deixou muito fascinada.
No entanto, as pessoas estão confundindo a possibilidade de dizerem coisas sérias com uma libertinagem esquisita. Andam a postar fotos de animais mutilados, pessoas desmembradas e outras coisas que nem merecem ser comentadas. No meu caso, alguém postou a foto de um cão mutilado, dizendo que se aquele animal sofria, imagine outros tantos e assim segue as muitas fotos que têm surgido e tornado o Facebook um pandemônio, uma verdadeira mídia espreme e sai sangue. Ao menos, um jornal deste tipo, a pessoa se dá ao trabalho de gastar, não é algo que o menino no meio da rua pega a sua mão e diz: olha, tenha dó desta criatura que morreu com um tiro na cabeça! Atenção! Atenção! Veja só o que pessoas perversas fizeram!!! Olha, senhor!
Nunca fiz. Em dado momento, uma publicação muito popular entre as madames publicou uma carta de uma moça suicida, logo, foi criticada por fazer algo do gênero já que poderia influenciar outras pessoas. Apelou-se para uma responsabilidade. A imprensa não pode publicar este tipo de coisa.
Lamento que mídias que servem para ajudar pessoas a encontrarem seus bichos de estimação, a achar doadores de órgãos e outras tantas histórias que jamais ouviremos esteja sendo usada apenas para que pessoas apertem o botão para que outros se penalizem. Eu cuido de dois gatos com a ajuda da minha mãe, uma vez que moro na casa dela. Tem gente que pega na rua, dá remédio e doa. Por que, como disse uma amiga no facebook, a pessoa não levanta a bunda da cadeira e faz algo de útil como doar dinheiro para abrigos ou adota um animal destes?
Penso que se cada um fizer a sua parte, mínima que seja, transformamos este mundo em um lugar melhor. Não jogar lixo na rua. Comprimentar as pessoas com um sorriso. Tentar ser honesto. Ter paciência. Cuidar bem de nossos filhos para que eles cuidem bem dos dele. Aprendermos a ser tolerantes com quem é diferente. Já é um bocado de coisa? Por que não disseminar isso no facebook? Ao invés de chocar com estas fotos e com textos que não levam a nada além de culpa, por que não ir a um asilo cuidar de velhos? Nós todos envelheceremos, um dia. No entanto, é mais fácil, olhar, repassar e achar que fez alguma coisa, o que me lembra que a mídia tem poder de influenciar as pessoas. Afinal, por que muitas mulheres morrem com dietas escatológicas para ficarem magras e se parecerem com manequins de revistas? Já que temos este poder, façamo-lo corretamente, usemos o que podemos para transformar de forma benigna! É assim que o mundo muda!
No entanto, as pessoas estão confundindo a possibilidade de dizerem coisas sérias com uma libertinagem esquisita. Andam a postar fotos de animais mutilados, pessoas desmembradas e outras coisas que nem merecem ser comentadas. No meu caso, alguém postou a foto de um cão mutilado, dizendo que se aquele animal sofria, imagine outros tantos e assim segue as muitas fotos que têm surgido e tornado o Facebook um pandemônio, uma verdadeira mídia espreme e sai sangue. Ao menos, um jornal deste tipo, a pessoa se dá ao trabalho de gastar, não é algo que o menino no meio da rua pega a sua mão e diz: olha, tenha dó desta criatura que morreu com um tiro na cabeça! Atenção! Atenção! Veja só o que pessoas perversas fizeram!!! Olha, senhor!
Nunca fiz. Em dado momento, uma publicação muito popular entre as madames publicou uma carta de uma moça suicida, logo, foi criticada por fazer algo do gênero já que poderia influenciar outras pessoas. Apelou-se para uma responsabilidade. A imprensa não pode publicar este tipo de coisa.
Lamento que mídias que servem para ajudar pessoas a encontrarem seus bichos de estimação, a achar doadores de órgãos e outras tantas histórias que jamais ouviremos esteja sendo usada apenas para que pessoas apertem o botão para que outros se penalizem. Eu cuido de dois gatos com a ajuda da minha mãe, uma vez que moro na casa dela. Tem gente que pega na rua, dá remédio e doa. Por que, como disse uma amiga no facebook, a pessoa não levanta a bunda da cadeira e faz algo de útil como doar dinheiro para abrigos ou adota um animal destes?
Penso que se cada um fizer a sua parte, mínima que seja, transformamos este mundo em um lugar melhor. Não jogar lixo na rua. Comprimentar as pessoas com um sorriso. Tentar ser honesto. Ter paciência. Cuidar bem de nossos filhos para que eles cuidem bem dos dele. Aprendermos a ser tolerantes com quem é diferente. Já é um bocado de coisa? Por que não disseminar isso no facebook? Ao invés de chocar com estas fotos e com textos que não levam a nada além de culpa, por que não ir a um asilo cuidar de velhos? Nós todos envelheceremos, um dia. No entanto, é mais fácil, olhar, repassar e achar que fez alguma coisa, o que me lembra que a mídia tem poder de influenciar as pessoas. Afinal, por que muitas mulheres morrem com dietas escatológicas para ficarem magras e se parecerem com manequins de revistas? Já que temos este poder, façamo-lo corretamente, usemos o que podemos para transformar de forma benigna! É assim que o mundo muda!
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Thursday, October 13, 2011
Meu paraíso
Eu sei que a gente nunca deve dizer que os braços de outrem servem de paraíso porque quando eles falham, quando a pessoa parte um pedaço de nós vai junto. Mas é assim que me sinto: nos braços da pessoa certa é como se o mundo todo fosse colorido, como se a vida ganhasse novas cores, como se o mundo fosse feito de pessoas bondosas, carinhosas e perfeitas. É, eu sei que não é assim... mas, depois de tanta coisa que a vida aprontou ou das escolhas que fiz, encontrei o porto-seguro, um lugar para chamar de lar, alguém a quem me dedicar além de mim mesma que faz o tempo parar e que me faz desejar que o tempo nunca passe enquanto estamos juntos. Não é selvagem mas é intenso, é algo que antes era tão impossível que pensei que só existisse para os outros. Se você pensa ou pensou como eu, bem, existe esperança no mundo. Tudo é possível. Eu só não sei ainda como fazer para o resto funcionar. Mas e daí? O mais difícil eu consegui, o que me fazia sentir uma dor pontiaguda no coração, que me fazia sentir uma solidão profunda... Agora, eu sei o que é amar, o que é ter a capacidade de fazer brotar o mais delicado dos mundos.
Antes, era tudo selvagem, tufões que entravam em minha vida e me arrebatavam sem que eu soubesse como lidar até que, um dia, tudo parou e, por mais clichê que pareça, um beijo me levou ao mundo encantado das fadas... Não, espera, isso foi há um tempo atrás quando fui pega por uma amigdalite. Estou em algum lugar, sim, encantado, mágico. No entanto, sei que é preciso manifestar não só as coisas boas. Tudo tem um down size, the dark side. Afinal, não seria uma boa vida se não tivéssemos a capacidade de superarmos as dificuldades, certo? É aí que reside o amor, na capacidade de querer seguir adiante com respeito e cuidado. Tudo que quero, no momento, é poder fazer isso. Nada mais, nada menos. Encontrei meu paraíso particular nos braços de quem amo e quero apenas fazer o melhor. Para mim, casa não tem a ver com o espaço em que habito mas com as pessoas com quem estou. No momento, eu encontrei o melhor de todos os mundos.
Agora, é meter a cara no mundo, sabendo que posso tudo porque todos os sonhos são possíveis.
Antes, era tudo selvagem, tufões que entravam em minha vida e me arrebatavam sem que eu soubesse como lidar até que, um dia, tudo parou e, por mais clichê que pareça, um beijo me levou ao mundo encantado das fadas... Não, espera, isso foi há um tempo atrás quando fui pega por uma amigdalite. Estou em algum lugar, sim, encantado, mágico. No entanto, sei que é preciso manifestar não só as coisas boas. Tudo tem um down size, the dark side. Afinal, não seria uma boa vida se não tivéssemos a capacidade de superarmos as dificuldades, certo? É aí que reside o amor, na capacidade de querer seguir adiante com respeito e cuidado. Tudo que quero, no momento, é poder fazer isso. Nada mais, nada menos. Encontrei meu paraíso particular nos braços de quem amo e quero apenas fazer o melhor. Para mim, casa não tem a ver com o espaço em que habito mas com as pessoas com quem estou. No momento, eu encontrei o melhor de todos os mundos.
Agora, é meter a cara no mundo, sabendo que posso tudo porque todos os sonhos são possíveis.
Thursday, August 25, 2011
Hombridade
Tanta coisa acontece e eu deixo pra lá. Eu ando com raiva. Raiva de uma pessoa especificamente, daquele tipo que promete a lua e some. Ontem, eu tive a oportunidade de saber o que é ter um homem por amigo, de saber o que é estar cercaca com alguém que tem hombridade. Raridade nos dias de hoje. A pessoa em questão (a da raiva), esta eu gostaria de atropelar. Nossa! Que coisa horrível de se dizer. Pois é por isso que não gosto do politicamente correto. Não! Eu não vou atropelar ninguém. Imaginem só, já tive oportunidade de sentar a mão na cara de uma pessoa com propriedade porque a criatura perguntou: por que não senta a mão? Resposta: porque não é da minha natureza! Daí, eu fico naquela de imaginar mil cenas em encontros do acaso.
Afinal, quem nunca imaginou aquela cena clássica de estar no salto alto, olhar nos olhos do desgraçado e dar aquela balançada de cabeça como quem diz: perdeu! Ah! Lógico que vale também ter uma outra pessoa bem melhor do lado... mas, neste caso, nem é tão difícil assim devido a certas circunstâncias que cercam o caso. Não cabe a mim dizer do que se trata, pois, foram confidências a mim feitas e seria sacanagem trair a pessoa de forma tão exposta. Não sou mesquinha a ponto de fazer isso. Daí, fico quieta no meu canto, apenas tentando colocar as coisas em ordem e coisas que não tem ordem alguma! Às vezes, a pessoa só não quer a gente na vida dela.
Eu sei que é feio mas eu tenho fugido de uma pessoa. É tão chato dar fora em seres humanos e a técnica de sumir parece ser tão adequada para alguns casos. Mas a gente usa esta técnica quando o outro é chato de dar pena. É sério quando falo chato de dar pena! Tenho um amigo que diz que tinha que falar logo que não quero mais nada com o sujeito (amigo!) Plenamente de acordo mas cadê a coragem? Falo de hombridade mas eu mesma não tenho! No entanto, é tão mais honesto quando alguém diz a verdade a respeito do que sente. Já me declarei apaixonada para não ouvir de volta: Eu também mas ao invés ouvi: Muito bonito mas não sinto assim. Hoje, eu sei que foi melhor assim por mais que seja como o diabo estivesse me espetando. Ainda dói! Porra como dói!!! O tempo vai passando e vai doendo menos, cada vez menos.
É, acho que depende muito com quem estamos lidando, com quem estamos falando. Tem gente com quem a gente consegue ser humano, dizer que não gosta do que ouve. Tem gente com quem a gente tem que usar a técnica de Houdini. No entanto, acho nobre quando alguém ficou com a gente e não quer mais ter uma conversa de gente grande ao invés de sumir. Mas seres humanos são tão complicados. O jeito é ir vivendo e aprendendo. Todos os dias são lições!
Afinal, quem nunca imaginou aquela cena clássica de estar no salto alto, olhar nos olhos do desgraçado e dar aquela balançada de cabeça como quem diz: perdeu! Ah! Lógico que vale também ter uma outra pessoa bem melhor do lado... mas, neste caso, nem é tão difícil assim devido a certas circunstâncias que cercam o caso. Não cabe a mim dizer do que se trata, pois, foram confidências a mim feitas e seria sacanagem trair a pessoa de forma tão exposta. Não sou mesquinha a ponto de fazer isso. Daí, fico quieta no meu canto, apenas tentando colocar as coisas em ordem e coisas que não tem ordem alguma! Às vezes, a pessoa só não quer a gente na vida dela.
Eu sei que é feio mas eu tenho fugido de uma pessoa. É tão chato dar fora em seres humanos e a técnica de sumir parece ser tão adequada para alguns casos. Mas a gente usa esta técnica quando o outro é chato de dar pena. É sério quando falo chato de dar pena! Tenho um amigo que diz que tinha que falar logo que não quero mais nada com o sujeito (amigo!) Plenamente de acordo mas cadê a coragem? Falo de hombridade mas eu mesma não tenho! No entanto, é tão mais honesto quando alguém diz a verdade a respeito do que sente. Já me declarei apaixonada para não ouvir de volta: Eu também mas ao invés ouvi: Muito bonito mas não sinto assim. Hoje, eu sei que foi melhor assim por mais que seja como o diabo estivesse me espetando. Ainda dói! Porra como dói!!! O tempo vai passando e vai doendo menos, cada vez menos.
É, acho que depende muito com quem estamos lidando, com quem estamos falando. Tem gente com quem a gente consegue ser humano, dizer que não gosta do que ouve. Tem gente com quem a gente tem que usar a técnica de Houdini. No entanto, acho nobre quando alguém ficou com a gente e não quer mais ter uma conversa de gente grande ao invés de sumir. Mas seres humanos são tão complicados. O jeito é ir vivendo e aprendendo. Todos os dias são lições!
Tuesday, August 16, 2011
Dia daqueles
Ontem, foi um dia ordinário como outro qualquer. Nada que me fizesse tirar do sério. Aliás, teve no fim do dia. Você já conheceu aquela pessoa que tira você do sério de verdade porque se justifica para as coisas que você sente? Enfim, é o tipo de pessoa com quem você não quer discutir porque não vale a pena e lá está a figura falando e falando e falando e você: aham! Pois então... tudo começou com bom humor, ida ao otorrino para ver como está as amigdalas (diabo de palavra nojenta). O que aconteceu??? Errei a data da consulta.
Até aí, tudo bem. Eu estava feliz porque o telefone que havia caído dentro da água retornou à vida. Eu me vi igual ao criador do Frankenstein, gritando: IT IS ALIVE! IT IS ALIVE! Então, vou resolver as coisas de trabalho. Tranquilo! Consegui resolver. Afinal, era coisa de cartório que, antigamente, demorava dois dias para resolver. Graças ao advento da internet, levou umas duas horas. Muito bem! Objetivo: voltar para casa e para o trabalho. Ah! Claro, esqueci de mencionar que trabalho em casa agora. Voltando às vacas... Fui resolver um lance do telefone. Estressei de vez porque paguei por um seguro que não vale para bosta nenhuma. Galera! Não aceitem comprar seguro para telefone celular, não serve para nada! Sério! Voltei para a casa brava. Esqueci de passar na ótica para medir a distância entre as pupilas. Como eu sei??? Passei na ótica mais tarde! Bom, né?!
Daí, a cena maravilhosa se desvela diante de mim, um daqueles momentos que se congelarão no tempo e servirá para muitas risadas, eventualmente. Mas, talvez, não ainda. Meu filho sentado na beira da cama olha para mim inocente e diz: Mãe, o que são essas minhoquinhas se mexendo? Eu, no telefone, com a minha amiga. Eu dei um chilique básico mas respondi: São vermes! Parece floquinhos de arroz. Disgusting! Depois do almoço, levei a gata ao veterinário, dona dos bichos parasitários. O vet explicou que não era para se preocupar porque, às vezes, os ovos ficam lá dentro dos nossos amados bichinhos até eclodirem e irem para o intestino. Aí, eu aprendi que animais devem ser vermifugados a cada seis meses! A boa notícia é que essas coisas nojentinhas não passam para seres humanos.
Bom, voltei ao trabalho e no fim da tarde, resolvi ir até a ótica. Para que adiar, né? Estou sem grana até começo do outro mês, ou seja, fodida de tudo. A brincadeira do veterinário me comeu exatos R$ 100,00, que ficou para o mês que vem. O remédio que o vet passou custava R$ 30,00 a bisnaga. Bom... era para comprar 5 bisnagas mas nem por um caralho! Comprei outro produto e dei para meus gatos. Descobri que a gata da minha mãe está com a gengiva sangrando. Entre isso e a ida a ótica, foi tudo normal. E, finalmente, teve a pentelhação. Ainda bem que acabou! Mas acho que é apenas o começo do inferno astral!!! Enão, o jeito é seguir o fluxo. O pior que ontem, eu juro que tentei ter paciência com as coisas. Mas tem hora que a gente olha para cima e pede colaboração, né???
Até aí, tudo bem. Eu estava feliz porque o telefone que havia caído dentro da água retornou à vida. Eu me vi igual ao criador do Frankenstein, gritando: IT IS ALIVE! IT IS ALIVE! Então, vou resolver as coisas de trabalho. Tranquilo! Consegui resolver. Afinal, era coisa de cartório que, antigamente, demorava dois dias para resolver. Graças ao advento da internet, levou umas duas horas. Muito bem! Objetivo: voltar para casa e para o trabalho. Ah! Claro, esqueci de mencionar que trabalho em casa agora. Voltando às vacas... Fui resolver um lance do telefone. Estressei de vez porque paguei por um seguro que não vale para bosta nenhuma. Galera! Não aceitem comprar seguro para telefone celular, não serve para nada! Sério! Voltei para a casa brava. Esqueci de passar na ótica para medir a distância entre as pupilas. Como eu sei??? Passei na ótica mais tarde! Bom, né?!
Daí, a cena maravilhosa se desvela diante de mim, um daqueles momentos que se congelarão no tempo e servirá para muitas risadas, eventualmente. Mas, talvez, não ainda. Meu filho sentado na beira da cama olha para mim inocente e diz: Mãe, o que são essas minhoquinhas se mexendo? Eu, no telefone, com a minha amiga. Eu dei um chilique básico mas respondi: São vermes! Parece floquinhos de arroz. Disgusting! Depois do almoço, levei a gata ao veterinário, dona dos bichos parasitários. O vet explicou que não era para se preocupar porque, às vezes, os ovos ficam lá dentro dos nossos amados bichinhos até eclodirem e irem para o intestino. Aí, eu aprendi que animais devem ser vermifugados a cada seis meses! A boa notícia é que essas coisas nojentinhas não passam para seres humanos.
Bom, voltei ao trabalho e no fim da tarde, resolvi ir até a ótica. Para que adiar, né? Estou sem grana até começo do outro mês, ou seja, fodida de tudo. A brincadeira do veterinário me comeu exatos R$ 100,00, que ficou para o mês que vem. O remédio que o vet passou custava R$ 30,00 a bisnaga. Bom... era para comprar 5 bisnagas mas nem por um caralho! Comprei outro produto e dei para meus gatos. Descobri que a gata da minha mãe está com a gengiva sangrando. Entre isso e a ida a ótica, foi tudo normal. E, finalmente, teve a pentelhação. Ainda bem que acabou! Mas acho que é apenas o começo do inferno astral!!! Enão, o jeito é seguir o fluxo. O pior que ontem, eu juro que tentei ter paciência com as coisas. Mas tem hora que a gente olha para cima e pede colaboração, né???
Wednesday, August 10, 2011
Mídias sociais
Estava aqui refletindo sobre as mídias de relacionamento. Uma é que concordo com o Felipe Neto, é o ó ter mãe e coisas do gênero do nosso facebook, ainda mais quando vêm os comentários dos mesmos dizendo: que coisa linda! Se enfia embaixo da cama e morre! No entanto, não é nisso que minha massa cinzenta vem trabalhando. É sobre outra coisa, aquela pessoa que não vemos há muitos anos e, de repente, está lá! É possível restabelecer o contato? Sim, nenhum problema. Tenho encontrado amigos que se perderam pelo mundo. Gosto disso. Tenho mantido outros fantásticos, que conheci graças ao advento da internet.
Mas eu gosto de ser uma pessoa reservada. Embora, eu tenha certeza que isso não exista quando você tem facebook e as outras parafernálias todas. Por que? Bom, é possível dizer quem você é dando uma fuçadinha básica no seu perfil! Chato isso, né?! Se você for lá olhar o meu, não vai ver nada de muito diferente do que tem aqui. Lógico que gosto de pensar que deixei lacunas para ninguém saber quem eu sou ou o que penso, bem lá no íntimo. Tem coisas que escrevo que sei que jamais serão lidas pelas pessoas a quem foram destinadas. Mero desabafo. Um amigo me chamou a atenção: Você coloca coisas de cunho íntimo. Sim e não! Sim, porque falo da minha vida, das diversidades hilárias do que me cabe como ser humano como deixar o vidro do carro aberto ao ir numa sessão de fisioterapia! O carro ainda estava inteiro quando voltei. Melhor, ele ainda estava lá!
Ou quando falei da aventura do restaurante da sexta passada. Eu, toda feliz, indo pagar a conta porque meus amigos são foda! O que aconteceu? No fim, o garçom diz: não sei se você foi informada mas, cartão de crédito não funciona. Algum dinheiro na conta tinha. Tentei o débito. Quase fui lavar o prato do restaurante de salto e vestido! Finesse pura!!! Mas tem coisa que é para mim. Acho que todo mundo é assim. As verdades profundas a gente guarda para a gente mesmo. Um dos meus melhores amigos é psicólogo e é um dos caras mais fodas do mundo. Ele pontua as coisas com uma verdade tão desconcertante que meus olhos já encheram de água várias vezes. Se alguém precisar de um cara foda daqui um tempo, avisa. Recomendo duas pessoas, o meu terapeuta e meu brother.
Ah! Nana, o cara é seu amigo! É mas vocês acham que eu deixo nego meter o dedo na ferida assim, do nada? Ah! Tenho que confiar muito! Enfim, voltando ao que falava das mídias sociais. Às vezes, eu acho que tê-las é uma perda de tempo porque fica lá aquele monte de gente com quem a gente não conversa, com quem não conversa com a gente. Por uma questão de afinidades, a gente vai ficando ali, os outros ficam aqui. E, sinceramente, eu ainda não entendi a utilidade do Twitter. Afinal, isso daí, definitivamente é para quem não tem o que fazer da vida: ficar observando o que trocentas pessoas escrevem! Já não tenho paciência para o facebook e nem leio tudo que todos escrevem. Como futura psicóloga, eu me pergunto se as relações humanas vão mudar por causa disso. Mas o contato físico, o olho no olho, a entonação da voz de outro ser humano ainda me parecem bastante importante.
Na verdade, aos poucos, estou começando a fazer a limpa no facebook, retirar quem não faz parte do meu mundo. Afinal, para que manter quem não quer saber de mim, né? Talvez, apenas aquela coisa de manter quem tem interesse em comum como a literatura e olhe lá! Mas vai de cada um. Eu ainda prefiro sentar com meus amigos num café e rir muito mas muito mesmo do que viver para as mídias sociais.
Mas eu gosto de ser uma pessoa reservada. Embora, eu tenha certeza que isso não exista quando você tem facebook e as outras parafernálias todas. Por que? Bom, é possível dizer quem você é dando uma fuçadinha básica no seu perfil! Chato isso, né?! Se você for lá olhar o meu, não vai ver nada de muito diferente do que tem aqui. Lógico que gosto de pensar que deixei lacunas para ninguém saber quem eu sou ou o que penso, bem lá no íntimo. Tem coisas que escrevo que sei que jamais serão lidas pelas pessoas a quem foram destinadas. Mero desabafo. Um amigo me chamou a atenção: Você coloca coisas de cunho íntimo. Sim e não! Sim, porque falo da minha vida, das diversidades hilárias do que me cabe como ser humano como deixar o vidro do carro aberto ao ir numa sessão de fisioterapia! O carro ainda estava inteiro quando voltei. Melhor, ele ainda estava lá!
Ou quando falei da aventura do restaurante da sexta passada. Eu, toda feliz, indo pagar a conta porque meus amigos são foda! O que aconteceu? No fim, o garçom diz: não sei se você foi informada mas, cartão de crédito não funciona. Algum dinheiro na conta tinha. Tentei o débito. Quase fui lavar o prato do restaurante de salto e vestido! Finesse pura!!! Mas tem coisa que é para mim. Acho que todo mundo é assim. As verdades profundas a gente guarda para a gente mesmo. Um dos meus melhores amigos é psicólogo e é um dos caras mais fodas do mundo. Ele pontua as coisas com uma verdade tão desconcertante que meus olhos já encheram de água várias vezes. Se alguém precisar de um cara foda daqui um tempo, avisa. Recomendo duas pessoas, o meu terapeuta e meu brother.
Ah! Nana, o cara é seu amigo! É mas vocês acham que eu deixo nego meter o dedo na ferida assim, do nada? Ah! Tenho que confiar muito! Enfim, voltando ao que falava das mídias sociais. Às vezes, eu acho que tê-las é uma perda de tempo porque fica lá aquele monte de gente com quem a gente não conversa, com quem não conversa com a gente. Por uma questão de afinidades, a gente vai ficando ali, os outros ficam aqui. E, sinceramente, eu ainda não entendi a utilidade do Twitter. Afinal, isso daí, definitivamente é para quem não tem o que fazer da vida: ficar observando o que trocentas pessoas escrevem! Já não tenho paciência para o facebook e nem leio tudo que todos escrevem. Como futura psicóloga, eu me pergunto se as relações humanas vão mudar por causa disso. Mas o contato físico, o olho no olho, a entonação da voz de outro ser humano ainda me parecem bastante importante.
Na verdade, aos poucos, estou começando a fazer a limpa no facebook, retirar quem não faz parte do meu mundo. Afinal, para que manter quem não quer saber de mim, né? Talvez, apenas aquela coisa de manter quem tem interesse em comum como a literatura e olhe lá! Mas vai de cada um. Eu ainda prefiro sentar com meus amigos num café e rir muito mas muito mesmo do que viver para as mídias sociais.
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Friday, July 29, 2011
A saga do tempurá
Ontem, eu fiz minha despedida no Fran's Café do bairro onde moro. Meu último dia como professora de yoga. Não encerrei a carreira para sempre mas como eu disse: foi o fim de uma era. Estava com desejo de batata frita. Macdonald's por perto. Desejo realizado. Foi uma noite agradável, que correu divertida na companhia de pessoas agradáveis. Saindo do café, eu resolvi porque eu tenho destes impulsos loucos que queria porque queria comer um tempurá de legumes. Fui para a Asa Norte (sim, vou falar em termos de Brasília porque eu dei a volta nessa joça de cidade) para deixar minha amiga paulista em casa. Que ocorreu??? Parei no primeiro lugar que ela pensou. Que aconteceu? O lugar faliu. O Maki da Asa Norte faliu! Perguntamos aos seguranças onde existia um restaurante japonês em que eu pudesse saciar meu desejo. Uma quadra abaixo. Tudo bem. Restaurante dois.
Na verdade, este não estava no roteiro. Tinha tempurá... mas um tempurá e duas coca-colas por quase R$ 50,00??? Não ia rolar mesmo! Descemos a quadra e tinha um China in box, que não tinha tempurá. O restaurante indicado antes estava fechado para reforma. Então, já se conta 4 restaurantes. No China in Box, a moça indicou uma quadra. Passei por ela de carro e nada de restaurante nenhum. Pensei: quer saber??? Vou para a Asa Sul, num restaurante que fui outro dia com uma pessoa e que um amigo meu indicou também. Que aconteceu? Restaurante fechando. Eu já estava bufando de raiva!!! 6 restaurantes?! Fiz carão para a moça do caixa. Eu sei que ela não tinha nada a ver com o fato de que os restaurantes da cidade fecham às 23 hs na cidade. Mas, puta que pariu, nenhum 24 horas para resolver?! Ah! Claro, fora que dei uma passada no Koni no começo da noite. Perguntei: tem tempurá? A moça: De camarão e shimeji. Mas não de legumes. Mas hein??? Oo
Bom, a mulher do caixa indicou um restaurante uma quadra abaixo. Daí, eu lembrei que era um que não tinha tempurá porque tínhamos ido nele na semana anterior. Troquei o caminho e descobri um restaurante aberto. Joguei o carro em uma vaga, entrei no restaurante tão louca que nem sabia o que pedir direito! Estava bufando ainda de raiva. Acho que se fosse assaltada era capaz de reagir. Enfim, finalmente, calma, perguntei do meu cachecol. Minha amiga disse que estava no carro. Beleza! Fazia muito tempo que não comia um tempurá tão gostoso! E minha amiga, que é vegetariana, se refastelou com um rolinho primavera de legumos (que segundo ela, é super difícil de encontrar). Então, seis restaurantes depois, já sereníssima, tempurá na barriga, coca-cola dividida (já que para cada arma produzida 20.000 pessoas compartilham coca-cola), voltamos para o carro e lá estava o meu cachecol, do qual tenho ciúmes porque o adquiri numa viagem que me marcou muito. Enfim, este voltou a ser meu restaurante top dos tops em termos de japonês: Ichiban! Aberto até meia-noite dia de semana e sexta e sábado até uma da manhã.
Bom, eu já descobri onde comer o cachorro-quente praticamente de madrugada. Ainda não achei lugar onde tenha pamonha... Segundo a amiga paulista, em SP, tem o Rei da Pamonha! Por que aqui não, né?! Para gente com desejos esdrúxulos como os meus que, no meio da noite, cruza a cidade em busca de um tempurá de legumes! Acha de camarão e shimeji! Espero não ter mais nenhum desejo destes... porque hoje, eu estava em um quase estado de rage!
Na verdade, este não estava no roteiro. Tinha tempurá... mas um tempurá e duas coca-colas por quase R$ 50,00??? Não ia rolar mesmo! Descemos a quadra e tinha um China in box, que não tinha tempurá. O restaurante indicado antes estava fechado para reforma. Então, já se conta 4 restaurantes. No China in Box, a moça indicou uma quadra. Passei por ela de carro e nada de restaurante nenhum. Pensei: quer saber??? Vou para a Asa Sul, num restaurante que fui outro dia com uma pessoa e que um amigo meu indicou também. Que aconteceu? Restaurante fechando. Eu já estava bufando de raiva!!! 6 restaurantes?! Fiz carão para a moça do caixa. Eu sei que ela não tinha nada a ver com o fato de que os restaurantes da cidade fecham às 23 hs na cidade. Mas, puta que pariu, nenhum 24 horas para resolver?! Ah! Claro, fora que dei uma passada no Koni no começo da noite. Perguntei: tem tempurá? A moça: De camarão e shimeji. Mas não de legumes. Mas hein??? Oo
Bom, a mulher do caixa indicou um restaurante uma quadra abaixo. Daí, eu lembrei que era um que não tinha tempurá porque tínhamos ido nele na semana anterior. Troquei o caminho e descobri um restaurante aberto. Joguei o carro em uma vaga, entrei no restaurante tão louca que nem sabia o que pedir direito! Estava bufando ainda de raiva. Acho que se fosse assaltada era capaz de reagir. Enfim, finalmente, calma, perguntei do meu cachecol. Minha amiga disse que estava no carro. Beleza! Fazia muito tempo que não comia um tempurá tão gostoso! E minha amiga, que é vegetariana, se refastelou com um rolinho primavera de legumos (que segundo ela, é super difícil de encontrar). Então, seis restaurantes depois, já sereníssima, tempurá na barriga, coca-cola dividida (já que para cada arma produzida 20.000 pessoas compartilham coca-cola), voltamos para o carro e lá estava o meu cachecol, do qual tenho ciúmes porque o adquiri numa viagem que me marcou muito. Enfim, este voltou a ser meu restaurante top dos tops em termos de japonês: Ichiban! Aberto até meia-noite dia de semana e sexta e sábado até uma da manhã.
Bom, eu já descobri onde comer o cachorro-quente praticamente de madrugada. Ainda não achei lugar onde tenha pamonha... Segundo a amiga paulista, em SP, tem o Rei da Pamonha! Por que aqui não, né?! Para gente com desejos esdrúxulos como os meus que, no meio da noite, cruza a cidade em busca de um tempurá de legumes! Acha de camarão e shimeji! Espero não ter mais nenhum desejo destes... porque hoje, eu estava em um quase estado de rage!
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