Wednesday, May 20, 2009
Água derrete
De tanto mexer com água, eu derreti. Virei algo indefinível, uma poça em algum lugar, que seja uma poça bonita que reflete o arco-íris do céu, os raios do céu, que sirva de beber aos passarinhos! Eu quero ser água viva, não mais um lago parado e lodacento. Quero correr como os riachos pelas entranhas da terra, quero mover os moinhos, quero ser... quero ser vida! Ainda tenho um ou outro desejo guardado na caixa de jóias, que me olham sequiosos, pedindo para serem realizados e eu os guardo novamente. Não é a hora exata. Eu olho para a minha vida agora e nem parece que sou a mesma pessoa que não conseguia se levantar da cama de tristeza, que passava os dias jogada porque se movimentar era uma tortura. Longo, difícil, tortuoso processo que não desejo para viva alma neste mundo e sei que tem tanta gente que ainda está assim... Enfim, todos deveríamos ver o quanto temos de potencial, de vida, de alegria. Depende de cada um. Eu desaguei um mundo universal dia destes e estou livre. É uma sensação boa como quando o gozo expande no corpo inteiro, como quando a chuva cai, quando o filho da gente sorri e diz que nos ama, quando este filho nos abraça e o mundo pára!
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