Esta semana, eu tive uma daquelas lições de moral do universo, aquele tapa na bunda gentil e delicado, a lembrança de que eu erro também! E como erro... não sei se meus erros são os piores do mundo. No momento, parecem ser as coisas mais hediondas da face da terra. Não, eu não matei ninguém. Não tenho capacidade nem para matar formiga. Só mato barata porque tenho nojo. Morro de dó quando piso nos caramujos perdidos na calçada. Graças a Deus, eu nunca atropelei nenhum bicho. Bom, voltando ao tema de hoje. Contastei de verdade que aquilo que vemos nos outros nada mais do que reflexo do que somos! Lá estava eu criticando, indignada. Como ousam fazer isso comigo? Eu, tão fodona, perfeita, linda e maravilhosa? (sim, eu estou exagerando, sou encagaçada até o talo da alma, às vezes).
Então, baixei o olhar para o umbigo e eu vi lá o que eu estava criticando, naquele pedacinho de mundo, o que eu vi era eu mesma... o que eu fiz foi pior (ao menos, para mim). Doeu saber que sou gauche, tortinha igual os galhos das árvores do cerrado! Temperamental também. Caprichosa. Geniosa. Reativa. O pior foi ver o quanto eu sou reativa e o quanto eu sou provocadora! Depois, na hora que eu tomo na lata, que eu caio do cavalo, tadinha de mim que se lascou, que caiu, que se machucou! E lá está a divina providência a alertar com grandes sirenes: wrong way, darling. Percebi que meu rosto é algo absurdamente expressivo e que minhas reações fazem com que os outros adorem me provocar.
Lembrei agora do Dan Millman: o guerreiro age. Hora de aprender a agir, a calar, a esperar, a suspirar e acima de tudo: a não reagir numa explosão. Não quero mais fazer cabum! e me ferir. É como disse um amigo meu, eu gosto de brincar com fósforos perto de gasolina. A minha impulsividade não é nada modesta. Quando eu vejo, foi! Nem deu tempo de parar. Lento lento lento o tempo passa e eu também devo passar. Não adianta apressar o passo. Não adianta fugir do que é preciso viver. O jeito é aprender que reagir só faz mal, viver sob a batuta das emoções é algo bom por um tempo, é viver em prazer constante, adrenalina... mas, chega o dia que a vida cobra e não sai barato! Nem é pensar antes de agir. É encontrar o olho do furacão e se tornar o observador oculto de si mesmo. Fácil? Não disse que era. Se fosse, eu não me arrancava de lágrimas na solidão do carro, oras! Apenas deve ficar mais fácil, imagino eu. Vou testar, aí, aviso e espero que as pessoas parem de me provocar e espero parar de provocá-las também. Agora, vamos ver se sai: agir apenas sem fagulhas!
Thursday, June 25, 2009
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