Monday, June 15, 2009

Drama mexicano

Andei sem ânimo de escrever por aqui. Meu coração estava em estilhaços. Ontem, as nuvens negras começaram a se dissipar. Eu vi um namorado pelo qual foi louca, alucinada, ferômonios totais e, então, ele estava ali, eu aqui e nada da velha boa sensação de ai meu deus do céu! o fulano. Acabou como veio foi! Ontem, eu comunguei com o divino pela arte. Chico César me deu paz, alento, vertigem e me fez lavar a alma na água do rio. Coisa boa demais. Assim, ainda estava meio cá, meio lá de tanta tristeza quando encontrei a minha mais nova amiga de infância nas paragens cibernéticas (Tatiana Rocha rules) e percebi que minha vida é um filme colorido de tons fortes, quebrados, Almódovar total! Mesmo antes de nascer, o drama estava ali presente, palpitando vivo na família. A genética... ah! A genética! Eu falo, a gente não traz impresso só a genética física, traz a genética do psicológico e a minha vida tem um recheio quente, especiarias peculiares que brilham em meus olhos e me tornam quem eu sou. Eu sou parte dos meus antepassados e eles vivem através de mim, meu sangue os faz vibrar. Somos todos parte disso, de algum modo.
Então, eu pude rir, enfim, de tudo que anda acontecendo porque é o drama mexicano que desencadeia a vida. Afinal, sem a especiaria da novela das oito que graça teria a vida? Até a história mais escandalosa nem parece tão escandalosa vista desse ponto de vista almodovariano. Tudo bem picante, espanhol. Será que é a especiaria espanhola do lado de mãe? Eu nunca sei se somos descendentes de portugueses ou espanhóis ou se tem uma pitada de índio aí. Eu sei que é uma mistura bonita. Tenho uma tia linda de cabelos negros. Sempre gostei do cabelo negro. Meu cabelo castanho comum é tão sem graça. Legal é esse negro contundente ou uma cor que foge do padrão. Essa coisa marrom comum igual a qualquer um... ai ai ai... tão sem graça, inapropriado! Sei o seguinte. Depois de muito tempo, eu dei um riso gostoso, pensando nesses motes vividos de tempos idos, das vidas de antes de mim, dos dramas, de uma vez que vivi uma cena peculiar em um certo hospital. Imagino agora a cena feita dentro de uma noveleta mexicana. Que coisa mais perfeita!
Dia de leveza e o sol bate bonito na janela do quarto, a luz vibra e vou vibrando junto em harmonia, deixando o universo fluir nas minhas veias, dançando o tango da vida, o flamenco folgueado do mundo porque, afinal, o drama pode ser bom!

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