Tuesday, March 31, 2009

Ainda John Constantine

Ontem, eu fiz o meu passeio noturno. Sobretudo. De novo, eu era John Constantine. Eu posso falar que eu poderia ser uma versão feminina do velho, louco e doente John. Bom, eu não fumo até passar mal, eu fiz meus pactos com demônios e eu não sei se eles brigam pela minha alma. Afinal, John é um transgressor de marca maior. No entanto, uma coisa nós temos em comum: saímos do inferno! Eu saí do meu inferno emocional, do turbilhão de um vendaval (embora adore ventos fortes). Ainda é um longo caminho. Os anjos existem e a tentação pode se manifestar a qualquer esquina. Só espero ser esperta como o Constantine. Afinal, ele é um escroto de marca maior. Ah! Para quem acha que falo só porque eu assisti o filme, ledo engano. As histórias em quadrinho dele são muito melhores e ele é muito diferente do cara do filme. Sou, mais ou menos, como o Timothy Hunt, a diferença é que o mundo dele tem magia de verdade. O meu é mesclado entre uma realidade dura e uma vontade de voar loucamente. Cada um no seu mundo, after all!

Monday, March 30, 2009

Nice to meet you! I am John Constantine!!!

Fui ao inferno. Disse oi ao próprio. Vou fazer o que? Chorar mais? Bom... já chorei demais porque as coisas não foram como eu queria. Talvez, sejam como deveriam e como uma criança birrenta, eu me recuso a aceitar o que me vem. Afinal, eu quero muitas coisas, realizar o mundo, a vida, fluir como uma fada. Chega de tanta angústia. Aliás, ela existe. O jeito é aprender a lidar com ela porque faz parte da vida. Eu quero largar de mão de controlar as coisas, de querer ser boazinha para passar bem na fita. Quem passa mal depois, sou eu! Quem se estrepa por calar sou eu! Então, quero aprender a falar (só que do jeito certo, né?). Eu não tenho finesse. Sou um ogro quando se trata das finas relações humanas e um verdadeiro pé grande quando é para dar suporte. Sei não, perdi a paciência com quem se faz de vítima mas meu coração voltou para o lugar. Agora... agora, é não me condoer tanto com a dor humana e tentar fazer de mim o melhor instrumento possível para dar uma mãozinha quando o outro necessitar. Espero que minhas próximas bolas foras sejam um tanto quanto mais normais e menos agressivas. Quero recuperar meus contos de fadas, voltar a escrever com poesia e delicadeza para que minhas rosas sejam sempre pétalas. Estou mais renovada, ainda com pezinhos atrás, afinal, vai saber de onde virá outra bola de golfe, né?
Ontem, eu me senti John Constantine, lutando contra os demônios. Saí para caminhar de noite de sobretudo. Brisa perfeita. Noite perfeita. Um motoqueiro passou por mim e ficou me olhando. Deve ter achado que eu era assombração! Eu me senti o próprio Constantine. Ao entrar na rua, fingi que trazia armas comigo... mas, o mundo de Constantine é o mundo da magia, onde as armas são outras. Mas, eu me senti ali, neste limiar tranquilo entre aqui e lá e me diverti. Agora, se vou conseguir manter isso, aí, já são outros quinhetos!

Saturday, March 28, 2009

A insegurança não me ataca quando erro????

Sentimento de culpa. Eu agi errado e muito errado. Quando falo o que fiz, tem gente que ri do tipo: meu, você é sem noção! Sim, eu sou sem noção, muito mesmo. Tem gente que se indigna. Eu estou tentando rir porque surgiu coisas da vida toda. Lembro de uma ocasião em que quebrei o punho e esperava para colocar o gesso e tinha um cara que estava  com a calça rasgada, eu com o olhar vago e o assistente lá brincando comigo. Pedi desculpas o tempo todo. Ouvi inúmeras vezes: não peça tantas desculpas! 
Ontem, um amigo meu explicou onde eu errei e disse que as pessoas foram até muito delicadas como comigo devido ao impropério que soltei. Adoro este meu amigo justamente porque ele me poda, porque ele me diz onde parar. Era só eu ter falado diferente. Eu não sei pensar para falar. Sou impulsiva. Ninguém diz como eu poderia fazer diferente, mas, apontam os erros infinitamente e eu fico igual um cego, surdo e mudo num tiroteio cruzado de povos que se odeiam. Eu não sei para onde correr quando erro. Sempre me vem a frase do Renato Russo: a insegurança não em ataca quando erro. Alguém aí pode me ensinar isso, por favor? Eu também quero!
Parece que tenho que pedir com licença para existir. Meus alunos reclamam que eu falo baixo e eu sei disso. Não consigo proclamar independência para a minha voz. Eu escrevo. É o jeito. Mas, às vezes, escrever é algo tão incerto quanto navegar numa noite de tempestade em um oceano perdido. Os meus conflitos não tem a ver com assumir perante as pessoas o que fiz. Eu tenho a capacidade (nervosamente) de olhar nos olhos e dizer Sinto muito por ter errado! Só que, no momento, estou com uma vergonha muito grande. Eu sempre digo: vergonha é roubar e não poder levar! Eu não consigo viver assim. Consigo tolerar os erros alheios, mas, não os meus próprios. 
Pode ser que tenha dado uma dimensão grande demais a algo que as pessoas já esqueceram e eu é que perco o sono e choro por me sentir assim torta num mundo de árvores retas, vistosas e grandes. Meu espelho é quebrado e eu me vejo em pedaços ali. Será que tem como juntar  tudo isso? Ou é melhor comprar um espelho novo? Acho que é melhor comprar um espelho novo e jogar o quebrado fora. Eu não sei lidar muito bem com o erro, com o que dizer e para quem dizer. Não sei usar as palavras corretas. Isso é um treino mental forte. Talvez, o meu maior desafio. 
Acho que foi por isso que odiei o filme do menino gago! Ele era eu. Bom, sei lá quem lê isso aqui todos os dias. O menino era gago e uma menina chama ele para o time de debates da escola. Ele passa o filme todo gaguejando, tentando arrumar soluções para o problema dele e eu lá, esperando aquele FINAL quando não tem aquele final. Eu pensei: mas, que porra! Eu assisti este filme para chegar no final e ser assim? 
Sou eu. Eu sou o menino gago do filme, que não consegue falar e se sente frustrado quando a menina o trai, quando o mundo vira as costas... uma colega da faculdade me diz: quando o mundo dá as costas para você, você também dá as costas para ele! (citando o filme do Rei Leão). Eu sei que as coisas só tem a dimensão exata que damos a elas. No momento, eu quero transformar este monstro horrível em um inseto. Hoje, conversei com um aluno meu, estudante de medicina, que há tipos de câncer que praticamente se tornam seres vivos dentro do corpo, chegando a desenvolver dente, unha, cabelo, uma massa amorfa que vai crescendo dentro de nós. Fiquei chocada! 
Refletindo, eu tenho pensamentos doentes, que são monstros. Eu quero ter paz e ficar bem e sei que cheguei em um momento crucial da minha vida de realmente enfrentar os fantasmas sem fugir. Fincar a arma e dizer: Vem e pegue! Será que dessa vez eu consigo? De qualquer forma, ganhei uma visão nova da vida: eu olho com mais paciência para as pessoas. Embora, eu continue não gostando de playboy... mas, eu sei, eles também são gente!

Friday, March 27, 2009

Uma noite de princesa

Ontem, eu dei carona para uma amiga, que era aluna. Abandonou-me por problemas de saúde. Enfim, ela mora no lugar mais nobre do lugar mais nobre da cidade. Trabalha lá. Então, ela me convidou para entrar e fez chá de capim santo para mim. O chá estava cheiroso e ela me apresentou a casa (projeto de Niemeyer), quadros de Burle Marx. Um mundo alheio ao meu mundo, fascinante e delicioso. A casa me aconchegou. A minha amiga me deu colo mesmo sem dar de verdade. Enfim, ela trouxe o chá em bandeja, bule de prata e açucareiro de prata. A xícara estava acomodada no pires e ambos acomodados em um prato com brasão. Eu me senti a princesa e minha amiga me fazia companhia. Fez uma comidinha gostosa até para mim. Meu Deus! Era tudo que eu queria na vida! Então, eu precisava ir embora, afinal, tinha que estudar e me preprarar para a apresentação de hoje cedo. Ahá! Esqueci o farol do carro ligado. Gente, eu dormi numa cama gigantesca com seis travesseiros de pluma. Acordei e a minha amiga fez suco de laranja. Ai! Eu suspirei. Era disso que precisava há tanto tempo. O que será que a vida tem para mim agora? Espero que tenha coisas boas. Cansei de coisas ruins, por enquanto!

Thursday, March 26, 2009

Lava chuva alma

Corpo terra que chuva molha
Corpo que vira terra que vira flor
Chuva bate na alma lava o peito
Sem lágrimas pés voando na grama
O corpo sucumbe às gotas
Lava lava lava alma que leve voa
Neste planeta
Nada mais parece assustador
Quando a chuva leva embora o empolar
Dos anos de dor
Do consumo de si
Agora, a chuva bate na pele
Agora, o sorriso se faz presente
A natureza leva meu corpo
Luz eu sou nesta vida digna!

Pensamentos cruzados

Fui abrir meu e-mail do terra. O que tinha lá? Um texto gigante sobre karma! Eu olhei para cima e ri. Hoje, eu passei uma daquelas infelizes situações de deixar qualquer um com muita raiva. Eu fiquei. Justo? Bom, colhendo as consequências de algum ato ou pensamento. Tudo é justo. Então, como disse a Kátea, flui. Então, vou fluir e pronto. Não adianta querer prender, apegar-se porque a coisa vai embora do mesmo jeito. Estou filosófica, né? Estou me sentindo um balão prestes a estourar. Aí, estou aqui pensando: pra que? Quem vai morrer? Eu se continuar desse jeito mórbido, oras. Então, deu, bem. Não deu, amém. Acho que vou perder a matéria por conta do trabalho. Vou continuar indo às aulas. Vou continuar vivendo. Ando numa fase de querer ir para dentro de uma caverna para me recolher à minha solidão. Hoje, estava dirigindo e pensei: quem sabe encontro um médico que me corte as cordas vocais? Não sei falar mesmo... para que falar, oras? O pensamento passa em anos luz enquanto falar é como o caminhar de uma tartaruga manca (não sei quem me disse essa expressão, mas, ao imaginar... tadinha da bichinha, é algo, imaginado como cartoon, engraçado). Minha fala é isso: uma tartaruga manca e coloca manca nisso.
Seria tão bom se eu pudesse expressar o que penso com as imagens que surgem na minha mente, com as palavras que cruzam meu universo na velocidade forte de anos-luz ou até maior. Isso tem lá seus riscos. Afinal, se a gente puder ler a mente uns dos outros... veremos um banho de sangue (vou me apropriar da expressão da professora) na cabeça dos outros, às vezes. Embaixo das camadas de polidez e delicadeza, somos animais ainda. Ficou indignado? Reagimos como animais em situação de estresse, acionamos os mesmos tipos de mecanismos de defesa. Então, oras, como somos tão evoluídos? Embora nosso sistema social seja distinto do dos animais, é observável que o mais forte (que pode ser o que tem o carrão, corpo bonito... enfim, vide pesquisas a respeito de escolhas de parceiros/as) acaba por chamar a atenção. Paz e amor? Vejamos... paz... como encontramos com o outro se não resolvemos nem dentro de nós os espelhos que trazemos com a gente mesmo? Amor?! Essa aí, eu deixo para estes poucos gatos pingados que aqui vem tomar um cafezinho de vez em quando porque esse, sinceramente, eu ainda não sei o que é e nem ouso sequer formar um pensamento a respeito.
O que sei é que os gregos falam de 3 tipos de amor: Eros (sexual), Agape (espiritual), Philia (amor ao próximo). Se você quiser, responde aí porque nessa matéria, eu acho que já bombei.

Onde baixar

Livros que falam da origem do yoga, de sua filosofia.
http://www.hathayoga.com.br/textossagrados.php

Para estudos aprofundados, recomendo:

http://www.yoga.pro.br

Wednesday, March 25, 2009

Nós criamos o monstro

O forrobodó me trouxe tantas reflexões sobre o que realmente penso e me vem à mente uma fala do filme Milk, em que Milk recebe um papel ameaçando a sua vida, seu namorado, preocupado, pede para ele jogar fora aquilo e não ir na manifestação. Milk prega o papel na porta da geladeira e diz: Se fizermos isso, daremos uma dimensão muito maior do que realmente tem e transformaremos isso em um monstro. Não podemos deixar isso acontecer.
Passei a admirar ainda mais aqueles que ousaram lutar contra os preconceitos como Luther King, Ghandi e tantos outros que falaram sobre como nossos conceitos do que é diferente afeta terrivelmente o modo como encaramos outros seres humanos. Quando nos imbuímos de conceitos fabricados por qualquer forma, perdemos uma oportunidade de ver o que realmente interessa, a pessoa por trás das camadas de maquiagem culturais. Quem somos sem o lugar de onde vemos? Não somos todos humanos? Antes de ser católico, muçulmano, crente, gay, lésbica, simpatizante, gordo, baixo, magro, alto, cego, surdo, bem-vestido, com tons de pele diferente, olhos claros, escuros e tantas outras coisas que parecem definir o que a gente é, devemos lembrar que somos humanos, que padecemos de dores similares quando perdemos quem amamos.
Havia comentado que estava começando a crer na humanidade de novo neste fim de semana. Na verdade, acho que nunca cheguei a ter uma fé de verdade no bicho homem. Agora, eu voltei a sentir muitas coisas que antes estavam estancadas como um rio poluído, que está parado, apenas ali. Transbordou e a sujeira foi embora, levada pela vazante. Eu creio, sim, na capacidade humana para fazer o bem, para que possamos com nosso coração, independente de nossas crenças abraçar uns aos outros. Eu tinha esse sonho de que não houvesse as barreiras entre nós, de que pudéssemos conviver pacificamente. Em algum lugar, este pensamento ganhou voz novamente. Está amorfo, meio sem sentido. Ainda está lá... buscando seu jeito de existir. Se somos intolerantes, deixaremos que as oportunidades de crescer com o outro deixem de existir e também mancharemos nossos corações de barreiras.
Não acredito em nada que submeta outro homem à humilhação, segregação, agressão. Eu me revolto, mas, também não aceito as vítimas. Quero os heróis que sentem a dor, mas, aprendem a olhar para a dor e seguir em frente com a cabeça erguida, dizendo que aquilo que veio não é grande o bastante para derrubar.
Eu sei que é longo mas é o discurso de Martin Luther King I have a dream e é bastante inspirador:

I am happy to join with you today in what will go down in history as the greatest demonstration for freedom in the history of our nation.

Five score years ago, a great American, in whose symbolic shadow we stand today, signed the Emancipation Proclamation. This momentous decree came as a great beacon light of hope to millions of Negro slaves who had been seared in the flames of withering injustice. It came as a joyous daybreak to end the long night of their captivity.

But one hundred years later, the Negro still is not free. One hundred years later, the life of the Negro is still sadly crippled by the manacles of segregation and the chains of discrimination. One hundred years later, the Negro lives on a lonely island of poverty in the midst of a vast ocean of material prosperity. One hundred years later, the Negro is still languishing in the corners of American society and finds himself an exile in his own land. So we have come here today to dramatize a shameful condition.

Martin Luther King, Jr., delivering his 'I Have a Dream' speech from the steps of Lincoln Memorial. (photo: National Park Service)

In a sense we have come to our nation's capital to cash a check. When the architects of our republic wrote the magnificent words of the Constitution and the Declaration of Independence, they were signing a promissory note to which every American was to fall heir. This note was a promise that all men, yes, black men as well as white men, would be guaranteed the unalienable rights of life, liberty, and the pursuit of happiness.

It is obvious today that America has defaulted on this promissory note insofar as her citizens of color are concerned. Instead of honoring this sacred obligation, America has given the Negro people a bad check, a check which has come back marked "insufficient funds." But we refuse to believe that the bank of justice is bankrupt. We refuse to believe that there are insufficient funds in the great vaults of opportunity of this nation. So we have come to cash this check — a check that will give us upon demand the riches of freedom and the security of justice. We have also come to this hallowed spot to remind America of the fierce urgency of now. This is no time to engage in the luxury of cooling off or to take the tranquilizing drug of gradualism. Now is the time to make real the promises of democracy. Now is the time to rise from the dark and desolate valley of segregation to the sunlit path of racial justice. Now is the time to lift our nation from the quick sands of racial injustice to the solid rock of brotherhood. Now is the time to make justice a reality for all of God's children.

It would be fatal for the nation to overlook the urgency of the moment. This sweltering summer of the Negro's legitimate discontent will not pass until there is an invigorating autumn of freedom and equality. Nineteen sixty-three is not an end, but a beginning. Those who hope that the Negro needed to blow off steam and will now be content will have a rude awakening if the nation returns to business as usual. There will be neither rest nor tranquility in America until the Negro is granted his citizenship rights. The whirlwinds of revolt will continue to shake the foundations of our nation until the bright day of justice emerges.

But there is something that I must say to my people who stand on the warm threshold which leads into the palace of justice. In the process of gaining our rightful place we must not be guilty of wrongful deeds. Let us not seek to satisfy our thirst for freedom by drinking from the cup of bitterness and hatred.

We must forever conduct our struggle on the high plane of dignity and discipline. We must not allow our creative protest to degenerate into physical violence. Again and again we must rise to the majestic heights of meeting physical force with soul force. The marvelous new militancy which has engulfed the Negro community must not lead us to a distrust of all white people, for many of our white brothers, as evidenced by their presence here today, have come to realize that their destiny is tied up with our destiny. They have come to realize that their freedom is inextricably bound to our freedom. We cannot walk alone.

As we walk, we must make the pledge that we shall always march ahead. We cannot turn back. There are those who are asking the devotees of civil rights, "When will you be satisfied?" We can never be satisfied as long as the Negro is the victim of the unspeakable horrors of police brutality. We can never be satisfied, as long as our bodies, heavy with the fatigue of travel, cannot gain lodging in the motels of the highways and the hotels of the cities. We cannot be satisfied as long as the Negro's basic mobility is from a smaller ghetto to a larger one. We can never be satisfied as long as our children are stripped of their selfhood and robbed of their dignity by signs stating "For Whites Only". We cannot be satisfied as long as a Negro in Mississippi cannot vote and a Negro in New York believes he has nothing for which to vote. No, no, we are not satisfied, and we will not be satisfied until justice rolls down like waters and righteousness like a mighty stream.

I am not unmindful that some of you have come here out of great trials and tribulations. Some of you have come fresh from narrow jail cells. Some of you have come from areas where your quest for freedom left you battered by the storms of persecution and staggered by the winds of police brutality. You have been the veterans of creative suffering. Continue to work with the faith that unearned suffering is redemptive.

Go back to Mississippi, go back to Alabama, go back to South Carolina, go back to Georgia, go back to Louisiana, go back to the slums and ghettos of our northern cities, knowing that somehow this situation can and will be changed. Let us not wallow in the valley of despair.

I say to you today, my friends, so even though we face the difficulties of today and tomorrow, I still have a dream. It is a dream deeply rooted in the American dream.

I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: "We hold these truths to be self-evident: that all men are created equal."

I have a dream that one day on the red hills of Georgia the sons of former slaves and the sons of former slave owners will be able to sit down together at the table of brotherhood.

I have a dream that one day even the state of Mississippi, a state sweltering with the heat of injustice, sweltering with the heat of oppression, will be transformed into an oasis of freedom and justice.

I have a dream that my four little children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character.

I have a dream today.

I have a dream that one day, down in Alabama, with its vicious racists, with its governor having his lips dripping with the words of interposition and nullification; one day right there in Alabama, little black boys and black girls will be able to join hands with little white boys and white girls as sisters and brothers.

I have a dream today.

I have a dream that one day every valley shall be exalted, every hill and mountain shall be made low, the rough places will be made plain, and the crooked places will be made straight, and the glory of the Lord shall be revealed, and all flesh shall see it together.

This is our hope. This is the faith that I go back to the South with. With this faith we will be able to hew out of the mountain of despair a stone of hope. With this faith we will be able to transform the jangling discords of our nation into a beautiful symphony of brotherhood. With this faith we will be able to work together, to pray together, to struggle together, to go to jail together, to stand up for freedom together, knowing that we will be free one day.

This will be the day when all of God's children will be able to sing with a new meaning, "My country, 'tis of thee, sweet land of liberty, of thee I sing. Land where my fathers died, land of the pilgrim's pride, from every mountainside, let freedom ring."

And if America is to be a great nation this must become true. So let freedom ring from the prodigious hilltops of New Hampshire. Let freedom ring from the mighty mountains of New York. Let freedom ring from the heightening Alleghenies of Pennsylvania!

Let freedom ring from the snowcapped Rockies of Colorado!

Let freedom ring from the curvaceous slopes of California!

But not only that; let freedom ring from Stone Mountain of Georgia!

Let freedom ring from Lookout Mountain of Tennessee!

Let freedom ring from every hill and molehill of Mississippi. From every mountainside, let freedom ring.

And when this happens, when we allow freedom to ring, when we let it ring from every village and every hamlet, from every state and every city, we will be able to speed up that day when all of God's children, black men and white men, Jews and Gentiles, Protestants and Catholics, will be able to join hands and sing in the words of the old Negro spiritual, "Free at last! free at last! thank God Almighty, we are free at last!"

Madrugada on-line

Agora, desembestei a falar... voltei a tagarelar. Lá se foi o voto de silêncio: ficarei um mês sem abrir minha boca de sapo! Para que a gente tem uma boca e dois ouvidos? Coisas do gênero! Eu vou continuar falando, talvez, eu me meta um tico menos na vida dos outros. Bom, para isso, estou fazendo psicologia. As pessoas vão me pagar para eu meter o bedelho na vida delas porque, virgemariasantissima, como dói! Lições importantes da semana (que só Deus sabe quando vai dar de vir aqui), eu posso enfrentar aquilo do que tenho medo! Ipi ipi urra! Parece bastante idiota, né? Bom, para mim, não é. Então, é importante. Consegui conciliar uma situação de confronto. Entendam, não é com o outro. É comigo mesma. Entendi de onde vinha meu medo de ser humano. Ponto para mim, né? Esquisito isso... dá de entender medo de animal. Medo de gente? Mas, gente quando quer dá mais medo de animal porque é mal porque quer se sentir poderoso, melhor do que os outros. Dios me libre dos insanos. Agora, acho que não preciso mais de prego para me manter na cadeira. Dou conta de me manter, ali, de boa. Conheci uma psicóloga que disse que teve matéria que acertou da terceira vez porque tem hora que a gente não dá conta mesmo. Eu conto os dias. Julho, pelamordedeus. Enquanto isso vou rindo das histórias da Tatiana Rocha! Um dia, eu bato na porta da casa dela só para conhecer de perto esse mulherão desvairado. É, eu sei, está tudo num fôlego só. É que estou indo assim, sem ritmo aparente, sem parar. Ai! Que alívio!!!! Sim, foi um gozo muito bem gozado. Sinto uma leveza sem igual. Cada vez é uma leveza diferente que me leva dentro de uma bolha de sabão. Enfim, o luto passou.
Não se preocupe, querida Tânia. São daqueles momentos que o mundo se faz presente em toda sua mazela. Mas, passa como passou. Agora, a vida está melhor. Muitas conquistas. A melhor delas: o espelho está na minha frente e não tenho medo dele. Dói?! Vamos embora que atrás vem gente. Eu quero mesmo é paz de espírito. Este negócio de paz e amor... bom, ficou lá para trás. As flores do meu jardim serão entregues para quem mereça ouvir as melodias coloridas que se apresentam na alma. Estou cansada. Dias exaustivos e intensos. Se estou triste de não dar aulas para os vizinhos? De forma alguma. Estava desesperada porque teria que dar aulas para eles. A única aula que eu dei para eles me revirou do avesso. Que seria de mim se tivesse continuado? Quero saber, não. Nem vou cogitar. Deixa para lá! Que outra lindinha direcione estes meninos. Que eles encontrem paz de espírito, amor, felicidade, tranquilidade. Muito tudo de bom para eles.
Afinal, embora não de uma forma branda, eles me deram um grande presente: 20 anos de prisão mental liberados. Isso não tem preço! Bom, a aula foi quinta-feira... domingo, eu dei o fora... razoavelmente rápido. Lembrei que a gente deve tomar cuidado com o que deseja e quando desejar ser bem clara, pois, no céu, tem uma "bichinha" (por favor, avisem se isto for ofensivo) bem brava e quando a gente faz o pedido sem especificações, ela manda qualquer coisa. Uma pessoa disse que queria morar num lugar cheio de água, verde e calor. Foi parar em Rondônia.
Eu passava na casa do vizinho e olhava aquele Prelude prata, lindíssimo, desejosa de dirigi-lo. Bom, meu pai o comprou. Quem pegava no carro? Lógico que não era a lindinha aqui, né? O resto da família toda! Só cheguei perto uma vez para tirar o tal da garagem. Meu pai já vendeu o dito e fiquei lambendo os beiços. Viu?! Quem mandou não pedir direito? Será que a "bichinha" entendeu bem claro que eu quero UMA PAJERO FULL COM TODOS OS ADICIONAIS? Vamos ver se dá certo?

Escolher yoga

SIM, EM LETRAS GIGANTES E GARRAFAIS. SE VOCÊ VAI COMEÇAR A PRATICAR YOGA, RECOMENDO QUE ANTES DE QUALQUER COISA, POR FAVOR, PESQUISE NO GOOGLE DO QUE SE TRATA EXATAMENTE.
Vou falar de karma hoje. Viu como o post anterior estava cheio de abobrinhas sobre família? Tive que ouvir que eu escolhi um meio racional de lidar com problemas. Bem... YOGA NÃO É SÓ FAZER POSTURAS DIFÍCEIS. Se fosse assim, como dizia o professor Ricardo Freitas, os contorcionistas eram evoluídissimos. Então, do que eu aprendi e sei, KARMA não é você pagar por algo que você fez. Karma significa ação e toda ação, qualquer que seja, tem e traz uma consequência. Não é punição. Associamos a um processo de culpa vindo do catolicismo (não vou nem espetar). Enfim, para toda ação existe uma reação. Existe um momento que a roda para de girar e conseguimos evitar o Samsara. Até lá, a gente vai gerando ação.
Eu não gostei de ouvir que meu sistema de crenças estava errado. Oras! Você se propõe a fazer yoga só para malhar o corpo, sinto muito, você não está praticando yoga nem aqui nem na China nem do outro lado da vida! A gente pratica yoga o tempo todo, a vida toda. Yoga é uma filosofia de vida, um momento, um estado, um aprendizado. Se a sua proposta é só trabalhar o corpo, lamento, você foi para o lugar errado. Vá para uma academia e deixe seu corpo sarado e gostoso.
Finalmente, tive a mesma irritação que muitos que vem trabalhando com yoga há muitos anos e olha que sou pinto perto desse povo.
Tudo bem, eu dei uma puta pisada de bola, só que tudo no universo tem sua ordem e homem vai continuar a ser homem, vai continhar a matar e, assim, caminha a humanidade. O que eu posso fazer? Qual é a minha parte nisso tudo? Bom, começando com os pensamentos. Ahá! Isso é yoga, perceber-se, conhecer-se, avaliar-se (para não fazer cagada como eu), saber calar, saber falar. Yoga é observar seu ritmo de respiração, perceber o que sente, parar isso e integrar-se a tudo no momento em que o mundo parece ruir. Fácil? Aham! Vai nessa!!! Totalmente!!!!! Bom, eu tenho essa dificuldade extrema em lidar com conflitos. Estou aprendendo um pouco mais a cada dia. Um dia, espero ficar sábia porque ficar assim para sempre é uma foda total. Então, se você quer praticar yoga, informe-se bem do que se trata. Tem o site do Pedro Kupfer (www.yoga.pro.br) com muitos artigos para entender melhor essa filosofia de 5.000 anos.
Então, não vá entrando numa aula de yoga, achando que vai malhar só o seu corpitcho e se os conceitos de karma e reencarnação de algum modo ferem suas crenças, aconselho a ir com muita calma nessa hora. Converse com o professor e perceba se é isto mesmo que você quer, se você realmente está disposto/a a mergulhar na toca do coelho ou se encarar no espelho porque depois que você entra, bem, não dá mais para tomar a outra pílula. A matrix se foi!

Alma lavada

Coraçãozinho limpo. Dessa vez, a cagada teve lá sua benesse. Não digo?! Todo ser humano age por interesse próprio, mesmo que no inconsciente. Enfim, chorei horrores esses dias. Eu e a minha boca grande de sapo!!! Devia amarrar para não falar besteiras. Se bem que o povo da faculdade adora quando abro a boca. Andei borocohô. Eu queria era que a querela se resolvesse... nem era a querela real, era a minha, da alma. Engraçado, hoje, é que fui ler um comentário de um texto sobre don juan e vampiros e estava refletindo sobre um fantasma do passado. Muito curioso! Enfim, nunca mais vou ter ninguém... não posso dizer. Bastante comprometedor. O que importa é que a assombração se foi de vez para a terra dos pés juntos e não volta mais. Filme de terror com final feliz. Bom demais!!!
Vamos às reflexões noturnas enquanto ainda não chove e a brisa está suave. Fiquei pensando na minha história de vida. Meu terapeuta disse que sou uma sobrevivente e uma colega da faculdade disse que não sabe como eu aguentei as coisas que aguentei. Resiliência, eu acho! Aprendi e entendi que quando a gente deixa as coisas tomarem formas grandiosas, elas são grandes e impossíveis de lutar. Decidi que nada mais vai ocupar lugar grande em mim. Tudo pequenininho. Até mesmo os amigos. Assim, acaba cabendo mais gente, né? Eu sei de uma coisa feia em mim. Renego meu lado grego... amaldiçoado porque nasci em uma família machista. Sim, dessas em que homem pode tudo. Mulher é meio nada. Você acha aquele filme Casamento grego hilário? Acredite, é meio daquele jeito.
Então, eu vou aceitar esse lado desse povo... vai ver que é aí que reside a resiliência, porque tem que ser muito macho para encarar um exército maior que o seu, bater a arma no chão e dizer: Venha e pegue! e resistir até o último homem. Muito foda mesmo. Então, deixo aqui registrado, eu aceito meus antepassados gregos, aceito que vim nesta família (é a única que eu tenho) e que a minha história de vida me fez quem eu sou, muito embora muita coisa tenha sido bastante injusta, o que não cabe aqui, é coisa minha e pronto. Tem outro post com outra discussão, que não cabe aqui!

Monday, March 23, 2009

Um dia de culpa

Eu não sei caso de que eu sou. Para Freud, segundo a minha professora, o transtorno de pânico só passa quando chega na origem. Terapia cognitivo-comportamental trata os sintomas. Está difícil! Estou aqui mergulhada em auto-comiseração porque falei o que não devia para quem não conhecia. Eu não sou exatamente o ser humano mais político do planeta. Enfio os pés pelas mãos com tanta frequência que eu me isolei do mundo. O problema é que eu sinto necessidade de contato humano, embora, goste mais da minha companhia. Não quando em momento de crise. Mas ficar comigo mesma no silêncio de casa é um momento abençoado.
Preciso mesmo é aprender a calar esse meu impulso matraqueador de quem vai na fila do banco e conversa da vida toda em 5 minutos. Vontade de passar o tempo justifica? Será? Quando eu percebo, falei o que não devia, fico dias me comendo por dentro. Aliás, o almoço não desceu. Meu Deus! Eu queria ser normal!!! Sem essas coisas de gatilho de ansiedade ou qualquer outra coisa que venha mexendo no coração. Pois é! Voltei a ter coração... estranho isso. Sempre achei que nunca ia perdê-lo. Agora, eu choro. Coisas que passaram e ficaram guardadas pelos baús, que o tempo deixou empoeirar. Por isso, eu disse que tá difícil. Eu sento na cadeira nas aulas e vai revirando o mundo por dentro. As professoras dizem: não tem cura, você aprende a conviver. Eu penso: quando vai ser o próximo? Louco isso de ter medo de ter medo do que não se sabe que vai acontecer?
Estava pensando de onde vem esses pensamentos bizarros que me assolam depois que eu faço alguma coisa pela qual me recrimino. Vem de um lugar único. Eu sei de onde é. Lembrei de tanta coisa hoje, que revira até agora. Eu queria era um abraço de aconchego. Abraço qualquer hoje não está valendo. Amanhã, é outro dia e mais um enfrentamento. Preciso me concentrar no que me é importante, que é sobreviver a toda essa bagaceira que nunca foi resolvida. Viu o que é que dá enfiar a poeira para baixo do tapete? Agora, é sacudir a poeira, subir no salto (sei lá se isso dura) e tocar o barco.

Perdi o round

Para variar, dei bola fora. Nem vou comentar aqui o que foi para não gerar mais polêmica. Agora, estou me comendo por dentro. O filho está dentro de casa e eu digitando, louca de desespero. Nem sei se vou conseguir dormir direito. Eu e a minha maldita boca grande! Perdi a oportunidade de fazer boas amizades. Fico chateada comigo mesma quando faço essas coisas. Dá uma vontade de sumir para sempre. Eu tenho essa coisa de ser sensível demais aos arroubos. Eu sei que fiz cagada, pior é que eu não sei arrumar. Por que eu abri a boca? Ainda bem que não falei mais. Desandei a maionese. Guilty as charged. Eu não sei, parei de ter pena da humanidade. Escolhemos o caminho da dilaceração.
Ah! Sei lá... dá vontade de voltar para a concha e permanecer nela para sempre. Nem sei mais quem eu sou.

Sunday, March 22, 2009

Ainda estou com essa leve angústia, que acaba por me fazer crer que algo está prestes a acontecer. Olho para os lados em busca de algo como se o cachorro do vizinho fosse me atacar. Ando desejosa de coisas novas, de vida... Nessas horas em que o mar é sempre o mesmo embora as ondas mudem, eu me pergunto: onde diabos estava com a cabeça quando inventei esta faculdade? Que foda! Em todos os sentidos. Acho que vocês, meus caros gatos pingados, já receberam aquele e-mail que diz que tem hora que só um palavrão resolve o problema. Sim, que foda! Quero dizer, eu estou gostando de estudar, pela primeira vez na vida. Virei cdf! Sim, eu, cdf!!! Volto atrás no tempo em que tudo queria era tirar a mísera média. Não me importava tirar nota máxima. Agora, é importante porque eu encontrei um rio que parece que vai dar em um oceano azul e perfeito.
Sempre que penso em caminhos, lembro do filme Na natureza selvagem. Filme intrigante para mim. A narrativa me pegou de jeito. Principalmente, a irmã dele falando da vida dele, de como ele era importante para ela e ficou aquela coisa dele ter sido meio egoísta de ter ido para o mundo e tê-la deixado para trás. Certo, deve ser inveja do Chris de ter ido para o mundo e eu, não. Eu tinha vontade de ter ido para o mundo, partido para aventuras. Não fui. A maior aventura foi ter saído do buraco dos infernos. Agora, parece que falta algo mesmo com toda essa coisa de vai pra cá e para lá, com vida de gente normal, com hora de rush, sem parar e sem tempo. Vida meleca! Faz parte do plano de crescer e virar gente.
Outra coisa estranha que aconteceu e que ainda me intriga foi a aula de quinta-feira. Que foi aquilo? Fazia tempo que não dava uma aula com energia circulando, em que eu tivesse que falar pouco, em que a concentração estava em alta. Adorei a aula. Saí renovada de lá. Estava necessitada da energia masculina que estava na sala naquele momento. Preciso voltar a esta origem, a este momento de colocar a couraça e fingir que o mundo não me atinge de verdade, saudade de ser porra louca! Enfim, fui dar a outra aula toda feliz e voltei para casa com um acontecimento que não cabe no meio do caminho e li um poema, que abriu as comportas da alma para um luto. Ainda estou meio aqui e lá, sentindo um ratinho roendo um tico... Quem mandou deixar abrir as energias? Vamos ver como serão as próximas aulas. Espero manter a qualidade. Ou será que o fato de estar menstruada me permitiu abrir as portas desse mundo que travei com tanta mágoa e dor? Enfim, sei lá. Sei que chorei vinte anos de morte. Ainda agora, olho para trás, para o que ficou de apego, ainda dá aquela sensação de choro, de perda, de algo que não vai bem.
Tenho é um puta medo de dar os passos para trás e voltar para o mundo das sombras... mas a gente só sabe o que é luz quando conhece o escuro, né? Que nem naquela história das sombras nas cavernas do Platão. Falei sério hoje, sem as corriqueiras coisas de Nana, até porque nada demais no meu mundo além dos meus questionamentos, desejos e implicações de pensamentos que tenho mantido mais comigo mesma. Como falei demais por aqui. Vou elocubrar mais a respeito da aula de quinta, tentando imaginar exatamente what the hell was that?! Foi forte demais!

Friday, March 20, 2009

Lidando com defuntos

Essa coisa de morrer é algo estranho porque algo necessário se vai e a gente morre junto como se nunca mais fosse respirar na vida. É um luto mesmo que pranteamos a morte de alguém que nos feriu mortalmente o coração, de alguém que sabemos que, no íntimo, não vale a pena nem por um caralho! A gente queria ficar porque era cômodo, porque não precisava prantear. A dor de morrer é incômoda, dura dias, décadas, às vezes. E se não é com quem morreu de fato, não adianta substituir o defunto por outro melhor, ou mesmo, pior. A conversa tem que ser com o defunto original. Enfrentar o cemitério, colocar as flores no túmulo e ter aquele papo franco, honesto e sincero e, hoje, eu estou me preparando para isto, imaginando a cena, dizendo coisas que me são importantes. Só quero dizer uma coisa, poucas palavras e vai travar. Eu sei que vai travar... mas é preciso para o barco continuar rumando para onde tenho que ir. Vou tentar encarar as teias de aranha, os outros túmulos que não são o meu defunto e chegar lá naquele que tem a lápide, o nome... e vou levar minhas flores vivas.
É assim que funciona, não é? É assim que pretendo fazer. Onde vou arrumar as forças para tal ato? Eu, sinceramente, não sei! Mas, eu vou. Como diz a música da Cássia Eller (uma das poucas músicas dela da qual gosto): só peço a deus um pouco de malandragem.
Pt saudações e até o próximo café, sem tanta morbidade!

Calor azul mediterrâneo

Queria que você me alcançasse
Que seus braços voltassem a me embalar
Que seu cântico voltasse a ser o paraíso
Em algum momento, tudo se perdeu
Eu me tornei um fantasma aos olhos seus
Passei a ser tão nada que nem átomo fui

Não espero mais nada
Nem colo nem sorrisso
Porque, aos seus olhos, sou este ser invisível
Qual alma penada

Pranteio o que foi perdido
Aquele elo que nunca se vivificou
A semente que nunca germinou entre nós
Entendi que essa dor angústia sem fim
Foi quando perdi o paraíso de seus olhos

Sempre pareceu que fui que fiz algo
Busquei perdidamente aquilo que nada traz
Faltou um pedaço meu porque você não soube me dar um seu
Agora, eu sou rio que deságua desvairado
Sem rumo de forte, de lágrimas sem norte

Eu quis um afago seu um dia
Eu quis viver uma história diferente
O tempo passou
O paraíso se foi d'alma vistosa
O que ficou foi a casa de vidro insípida

Falei tanto da dor sem nunca falar realmente dela
O que faltou em mim foi entender
Que nenhum colo dura para sempre
Que os arco-íris não são eternos

Eu cresci e você não me vê
Apenas o reflexo torto de uma criança
Que você desejou que eu fosse em seus braços
Sem considerar que eu não era você
Agora, eu sou eu!
Só isso...
E quando perdi tudo, encontrei tudo!
Não tem mais mãe nem colo

O paraíso se faz em outro lugar
Agora, é em mim que se faz presente
De calor azul mediterrâneo

Thursday, March 19, 2009

De volta para o futuro

Eu nunca pensei que tivesse resistência para nada. Eu fui frágil igual bolha de sabão. De repente... bem, não foi tão de repente assim. Penso nas coisas que passaram e observo que, mesmo diante do fundo do poço, havia uma pequena réstia de luz na alma, lutando desesperadamente para sobreviver no meu coração. Sobreviveu. Ainda está pequena, mas, agora, cresce! Só preciso me ajustar de novo a este novo momento da vida. A roda gira e pára. Lembro do almoço de uma semana atrás, da Katea me dizendo: eu vou no fluxo! Lembrei do Nemo, da cena das tartarugas, quando a tartaruga pequena diz para ele seguir o fluxo. Estou tentando lembrar deste conselho. Tudo no universo é sincrônico, né? Essa semana, finalmente, dei vazão a algo que eu não ouvi há um ano atrás da minha aluna nutricionista: ei, você tem problemas com glúten, não com leite! Acho que eu entrei em negação porque... bem, eu amo macarrão! Massa... doces folhados! Quando eu, finalmente, aceitei que meu corpo não gosta de glúten, meu único pensamento triste foi: nunca mais vou poder comer mil folhas na vida!!!
Bom, no meu caso, não é bem assim. Poder até eu posso mas, então, fica uma semana sem nada de massa. Macdonald's, agora, só em sonhos. Enfim, é triste ir a uma padaria, doceria, café e ver todas aquelas guloseimas expostas e pensar: é... bem... não dá!
Respeite seu corpo! - digo a mim mesma o conselho que dou aos meus alunos. O legal é que a pança parou de inchar e meu corpo está diferente. Eu me sinto mais bem disposta, apesar do cansaço. Estou contando os dias para esse semestre ter um fim! Mais 3 meses, eu sobrevivo e, então, novos rumos, novas pessoas, novas estrelas. Não tenho do que reclamar, a sincronia me encontrou sem eu buscar ela. Amo cada vez mais o que faço e sei, agora, o que tenho a oferecer. Eu devia ter feito era psicologia... mas, finalmente, eu me sinto abençoada com o diploma de jornalista. Afinal, a técnica de escrever em muito tem colaborado para meu entendimento do curso de psicologia.

Sunday, March 15, 2009

Sem amor eu nada seria...

Que cansaço dos infernos! Eu não tenho dormido bem. Sonhos confusos e tem gente demais nos meus sonhos. Eu não queria sonhar mas sonho e lembro de alguns detalhes alguns dias depois. Além do cansaço, que absolutamente normal com a jornada louca de horas de faculdade, trabalho e estudo, tem também o fato de que meu coração parece ter morrido. Eu era uma pessoa que acreditava no potencial humano, que achava que investir no homem valeria a pena, que, um dia, sei lá, um raio de amor cairia sobre nossas cabeças e seríamos mais compreensivos uns com os outros, que seríamos mais humanos, que seríamos mais cheios de compaixão e, agora, eu estou igual a todo mundo. Cada um com seus problemas. Eu sei onde foi que meu coração caiu. Em umas pedras duras e pontiagudas do ano passado. Saiu rolando morro abaixo e não voltou mais e eu posso vê-lo todo estropiado, pulsando fraco e vermelho entre as pontas íngremes enquanto estou em júbilo com as conquistas vastas dos últimos tempos. O coração ficou para trás... Daqui eu olho e penso: será que vale a pena descer e resgatar? Para quê? Ter coração só faz sofrer. Ontem, eu ouvi aquela música do Legião que ele fala: se eu falasse a língua dos anjos... é só o amor que conhece o que é verdade!
Onde está o amor? Eu não sei mais o que é sentir isso ou, talvez, simplesmente tenha desistido de acreditar no que as pessoas dizem. Afinal, nem sempre o que se promete é cumprido. Acho que porque uma parcela de pessoas que me decepcionou passou pela minha vida não devo me ater a estas pessoas. Eu só queria ser como a música de renato russo e me dissolver no amor.

Friday, March 13, 2009

Subindo

Pense em um ser humano cansado. Pensou? Você pode ter respondido: eu! Bom, pode ser. Eu não conheço sua vida. Sei da minha e eu estou cansada. Nem sei como tenho dado conta da minha vida nos últimos tempos. Acho que é amor demais pelo que faço. É a única explicação que posso dar. Não tem a música da Marisa Monte que diz "o que a gente não faz por amor?" Só que não tanto faz coisa nenhuma. Eu não esqueci de esquecer ninguém. Simplesmente, apagou. Puf! Meu tempo para pensar em gente desmerecida simplesmente se foi e se foi do nada como se de repente uma estrela surgisse e morresse. Do nada! Mesmo nesse cansaço e entre mortos e feridos, eu estou feliz. Uma porque um estudante de medicina quase acabando a faculdade disse que minhas aulas ajudaram-no. Outra porque encontrei o "relaxamento". Aí, você só vai saber do que estou falando se você fizer minhas aulas de yoga. Lamento para quem mora longe e não pode ter o gostinho dessa experiência única que é fazer uma aula comigo.
Agora, realmente, nunca pensei que fosse conseguir chegar nesse ponto. Se cheguei no Everest? Bom, esse só no fim da vida. Alcancei algum outro pico. Agora, é curtir a vista daqui de cima.

Thursday, March 12, 2009

Interesses

Eu ensaiei escrever aqui alguns dias atrás. Não aconteceu e tanta coisa aconteceu nesse meio tempo. Aprendi algumas lições: ser humano só age por interesse próprio! Ninguém é inocente. Dói escrever isso aqui. Meu coração sangra rios de sangue! Minha fé na humanidade é um átomo de luz que persiste. Eu ainda a tenho mas com os dois pés para trás. Eu estou meio cínica diante das atitudes das pessoas. Ando fingindo que não vejo. Vou fazer o quê? Bater o pé e acusar? Nada! Guardo para mim para ficar mais esperta e aprender a cuidar do meu rabinho e a aprender a fazer as coisas de uma forma a não agradar mais ninguém no mundo. Faço pelo prazer de fazer porque gosto. Bom, então, sendo egoísta e agindo em meu interesse próprio: quero fazer parte do processo de crescimento das pessoas que me surgirem pedindo socorro genuíno e não manha de criança. Meu interesse próprio é aprender técnicas para que os seres humanos se integrem consigo mesmos e possam com isso se integrar com os outros e agindo ainda nessa de por mim mesmo e por mais ninguém (e que se dane Dartagnan e seus mosquiteiros), quero cuidar de mim e dos meus e chega, juro que não faço mais isso, de cuidar de interesse de grupo! Deu nas tampas... vou fazer porque gosto e pronto.