Thursday, June 23, 2011

Delírios de consumo

Paguei os cartões de crédito hoje. Pensei em dar um deles para meu pai guardar para quando houvesse uma emergência. Dois dos meus melhores amigos, outro dia, me disseram: quebra e joga fora. Lembrei do filme Delírios de Consumo de Becky Bloom de novo. Eu estava prestes a colocar o cartão no bloco de gelo. Foi melhor quebrar e jogar fora. Estou prestes a queimar uma carta que passei a mão que fiz para uma pessoa que achei que fosse querida mas que não merece nem meu carinho. Enfim, voltando aos delírios, quero acertar minha vida. Eu tenho uma gerente de banco abençoada, que disse que posso deixar meu cheque especial como está, que não tem problemas! Eu sou sortuda ou o quê?
Dá uma sensação de alívio pagar contas, de ter trabalho de gente e poder ter orgulho de mim mesma. Finalmente, em 3 meses, estou em casa assistindo tv, descansando mas é porque o corpo pediu arrego. Nossa! Noite fria, dia normal. O mundo está continuando e eu estou mudando, achando gente mais legal, mais que tenha a ver comigo, que a vida, talvez, possa ser como eu realmente quero mesmo.
Quer ouvir um delírio de consumo bem louco? Eu invoquei que quero me casar com irlandês sóbrio. Isso existe? Espero que sim. Eu praticamente consegui tudo que queria. Tive um filho com 26 anos de idade, casei (não com a pessoa certa), voltei para o ballet e, sei lá, é como já disse, o tempo vai passar e vou olhar para trás e ter certeza que vivi a vida com intensidade. Hoje, pensei se fosse morrer se vivi a vida que quis. A resposta: Sim, com toda a intensidade do mundo!

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