Estava aqui refletindo sobre as mídias de relacionamento. Uma é que concordo com o Felipe Neto, é o ó ter mãe e coisas do gênero do nosso facebook, ainda mais quando vêm os comentários dos mesmos dizendo: que coisa linda! Se enfia embaixo da cama e morre! No entanto, não é nisso que minha massa cinzenta vem trabalhando. É sobre outra coisa, aquela pessoa que não vemos há muitos anos e, de repente, está lá! É possível restabelecer o contato? Sim, nenhum problema. Tenho encontrado amigos que se perderam pelo mundo. Gosto disso. Tenho mantido outros fantásticos, que conheci graças ao advento da internet.
Mas eu gosto de ser uma pessoa reservada. Embora, eu tenha certeza que isso não exista quando você tem facebook e as outras parafernálias todas. Por que? Bom, é possível dizer quem você é dando uma fuçadinha básica no seu perfil! Chato isso, né?! Se você for lá olhar o meu, não vai ver nada de muito diferente do que tem aqui. Lógico que gosto de pensar que deixei lacunas para ninguém saber quem eu sou ou o que penso, bem lá no íntimo. Tem coisas que escrevo que sei que jamais serão lidas pelas pessoas a quem foram destinadas. Mero desabafo. Um amigo me chamou a atenção: Você coloca coisas de cunho íntimo. Sim e não! Sim, porque falo da minha vida, das diversidades hilárias do que me cabe como ser humano como deixar o vidro do carro aberto ao ir numa sessão de fisioterapia! O carro ainda estava inteiro quando voltei. Melhor, ele ainda estava lá!
Ou quando falei da aventura do restaurante da sexta passada. Eu, toda feliz, indo pagar a conta porque meus amigos são foda! O que aconteceu? No fim, o garçom diz: não sei se você foi informada mas, cartão de crédito não funciona. Algum dinheiro na conta tinha. Tentei o débito. Quase fui lavar o prato do restaurante de salto e vestido! Finesse pura!!! Mas tem coisa que é para mim. Acho que todo mundo é assim. As verdades profundas a gente guarda para a gente mesmo. Um dos meus melhores amigos é psicólogo e é um dos caras mais fodas do mundo. Ele pontua as coisas com uma verdade tão desconcertante que meus olhos já encheram de água várias vezes. Se alguém precisar de um cara foda daqui um tempo, avisa. Recomendo duas pessoas, o meu terapeuta e meu brother.
Ah! Nana, o cara é seu amigo! É mas vocês acham que eu deixo nego meter o dedo na ferida assim, do nada? Ah! Tenho que confiar muito! Enfim, voltando ao que falava das mídias sociais. Às vezes, eu acho que tê-las é uma perda de tempo porque fica lá aquele monte de gente com quem a gente não conversa, com quem não conversa com a gente. Por uma questão de afinidades, a gente vai ficando ali, os outros ficam aqui. E, sinceramente, eu ainda não entendi a utilidade do Twitter. Afinal, isso daí, definitivamente é para quem não tem o que fazer da vida: ficar observando o que trocentas pessoas escrevem! Já não tenho paciência para o facebook e nem leio tudo que todos escrevem. Como futura psicóloga, eu me pergunto se as relações humanas vão mudar por causa disso. Mas o contato físico, o olho no olho, a entonação da voz de outro ser humano ainda me parecem bastante importante.
Na verdade, aos poucos, estou começando a fazer a limpa no facebook, retirar quem não faz parte do meu mundo. Afinal, para que manter quem não quer saber de mim, né? Talvez, apenas aquela coisa de manter quem tem interesse em comum como a literatura e olhe lá! Mas vai de cada um. Eu ainda prefiro sentar com meus amigos num café e rir muito mas muito mesmo do que viver para as mídias sociais.
Wednesday, August 10, 2011
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